sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

À NELSON RODRIGUES

Amigos, meu personagem da semana não é um jogador de futebol, nem um técnico, nem um time, nem mesmo um juíz ou bandeirinha, digo isto e já retifico, estes dois últimos guardam uma certa promiscuidade com o meu personagem, o pênalti.


Sim amigos, este recurso derradeiro para evitar o gol. O instante solene de silêncio e expectativa, em que os torcedores (que berram até em minuto de silêncio) voltam suas atenções para a tragédia ou a glória. O pênalti molestou o futebol; virou uma puta de esquina; por qualquer encontrão ou roçar de lapelas, está lá o homem de preto ou da bandeira apontando para a marca central dentro da área.


Digressões a parte, o que eu gostaria de dizer é que este recurso extremo da arbitragem ficou banalizado, assim como um assassinato de um indigente na calçada, que nós por caridade cobrimos com um papel de jornal. O pênalti está me afastando do futebol.


Os idiotas da objetividade dirão que o mundo mudou, que o futebol moderno não aceita a violência de outrora e que não existe mais espaço para o centroavante rompedor como Serginho Chulapa e Roberto Dinamite, para ficarmos nestes dois exemplos. Nem tanto, nem tanto. O óbvio ululante é que o futebol é pra homem, é um esporte viril, de pegada, de botinada, e quem pensar o contrário (como aquela grã-fina das narinas de cadáver que um dia me soprou aos ouvidos, quem é a bola ?) deve procurar outro esporte.

Tenho dito.

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