sexta-feira, 28 de agosto de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
À NELSON RODRIGUES
Amigos, meu personagem da semana não é um jogador de futebol, nem um técnico, nem um time, nem mesmo um juíz ou bandeirinha, digo isto e já retifico, estes dois últimos guardam uma certa promiscuidade com o meu personagem, o pênalti.
Sim amigos, este recurso derradeiro para evitar o gol. O instante solene de silêncio e expectativa, em que os torcedores (que berram até em minuto de silêncio) voltam suas atenções para a tragédia ou a glória. O pênalti molestou o futebol; virou uma puta de esquina; por qualquer encontrão ou roçar de lapelas, está lá o homem de preto ou da bandeira apontando para a marca central dentro da área.
Digressões a parte, o que eu gostaria de dizer é que este recurso extremo da arbitragem ficou banalizado, assim como um assassinato de um indigente na calçada, que nós por caridade cobrimos com um papel de jornal. O pênalti está me afastando do futebol.
Sim amigos, este recurso derradeiro para evitar o gol. O instante solene de silêncio e expectativa, em que os torcedores (que berram até em minuto de silêncio) voltam suas atenções para a tragédia ou a glória. O pênalti molestou o futebol; virou uma puta de esquina; por qualquer encontrão ou roçar de lapelas, está lá o homem de preto ou da bandeira apontando para a marca central dentro da área.
Digressões a parte, o que eu gostaria de dizer é que este recurso extremo da arbitragem ficou banalizado, assim como um assassinato de um indigente na calçada, que nós por caridade cobrimos com um papel de jornal. O pênalti está me afastando do futebol.
Os idiotas da objetividade dirão que o mundo mudou, que o futebol moderno não aceita a violência de outrora e que não existe mais espaço para o centroavante rompedor como Serginho Chulapa e Roberto Dinamite, para ficarmos nestes dois exemplos. Nem tanto, nem tanto. O óbvio ululante é que o futebol é pra homem, é um esporte viril, de pegada, de botinada, e quem pensar o contrário (como aquela grã-fina das narinas de cadáver que um dia me soprou aos ouvidos, quem é a bola ?) deve procurar outro esporte.
Tenho dito.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
NUMA TARDE TÃO LINDA DE SOL
Agora que Caetano Veloso resgatou um dos maiores ídolos do pop-brega da música popular, o cantor/compositor Fernando Mendes, eu posso dizer sem ser alvo de chacota que sentia uma vontade irressistível de assistir a um dos seus shows.
O local foi mais apropriado ainda. Clube Carnavalesco BATUSTA DE SÃO JOSÉ, que agora se localiza no bairro de afogados. E lá fomos nós: Eu, Marcela, Vania, Marcílio, Márcia e Lelé (a bala perdida).
Logo no estacionamento descobrimos pelos flanelinhas que eu e Marcílio não poderíamos entrar, pois estávamos de bermudas, mas... poderíamos alugar umas calças lá dentro do clube. Pode ? Pode... É isso que dá charme a um clube tradicional como os BATUTAS e tornou aquela tarde de domingo mais excitante.
Pra não perder a viagem " não, eu não aluguei uma calça" ficamos num bar ao lado do clube curtindo o baile/show que começou pontualmente às 16:00h e consequentemente nos deslumbrando com os trajes de gala daquele pessoal que amava os Beatles e os Rolling Stones.
Por voltas das 20:00h e vários copos de cerveja na cachola, eis que chega uma Van com o prometido, o cantor das meninas: da cadeira de rodas; da platéia; do subúrbio; da janela; da calçada...parece uma obcessão.
E tome correria de dona Marcela e dona Vania pra comprar os ingressos para tão esperado show. Eu fiquei só no bar, curtindo o aúdio e o delírio da platéia a cada nova canção que trazia no ar um pouco de saudade e nostalgia. Música é isso, não um emaranhado de acordes dissonantes que não tocam o coração. Que frase brega...acho que entrei no clima.
E assim, depois da apoteose, voltaram as meninas, não as de Fernando Mendes, mas Marcela e Vania, tentando reproduzir cada gesto, cada delírio do cantor e da platéia, deixando-me a certeza de que da próxima vez vou colocar minha roupa de domingo e não deixarei de entoar a canção "numa tarde tão linda de sol, ela me apareceu...".
Por fim, vale a pena entrar no site abaixo:
abraços
http://www.fernandomendes.com/materias/oglobo.html
O local foi mais apropriado ainda. Clube Carnavalesco BATUSTA DE SÃO JOSÉ, que agora se localiza no bairro de afogados. E lá fomos nós: Eu, Marcela, Vania, Marcílio, Márcia e Lelé (a bala perdida).
Logo no estacionamento descobrimos pelos flanelinhas que eu e Marcílio não poderíamos entrar, pois estávamos de bermudas, mas... poderíamos alugar umas calças lá dentro do clube. Pode ? Pode... É isso que dá charme a um clube tradicional como os BATUTAS e tornou aquela tarde de domingo mais excitante.
Pra não perder a viagem " não, eu não aluguei uma calça" ficamos num bar ao lado do clube curtindo o baile/show que começou pontualmente às 16:00h e consequentemente nos deslumbrando com os trajes de gala daquele pessoal que amava os Beatles e os Rolling Stones.
Por voltas das 20:00h e vários copos de cerveja na cachola, eis que chega uma Van com o prometido, o cantor das meninas: da cadeira de rodas; da platéia; do subúrbio; da janela; da calçada...parece uma obcessão.
E tome correria de dona Marcela e dona Vania pra comprar os ingressos para tão esperado show. Eu fiquei só no bar, curtindo o aúdio e o delírio da platéia a cada nova canção que trazia no ar um pouco de saudade e nostalgia. Música é isso, não um emaranhado de acordes dissonantes que não tocam o coração. Que frase brega...acho que entrei no clima.
E assim, depois da apoteose, voltaram as meninas, não as de Fernando Mendes, mas Marcela e Vania, tentando reproduzir cada gesto, cada delírio do cantor e da platéia, deixando-me a certeza de que da próxima vez vou colocar minha roupa de domingo e não deixarei de entoar a canção "numa tarde tão linda de sol, ela me apareceu...".
Por fim, vale a pena entrar no site abaixo:
abraços
http://www.fernandomendes.com/materias/oglobo.html
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
PRA DAR UM FIM NO JUÍZO DE ZÉ CELSO
Festival de teatro no Recife. Domingo à tarde. Depois da indicação do meu sobrinho Carlos Maurício (ele ainda hoje me deve esta), fomos eu minha mulher Marcela assistir a encenação do "gênio, magistral, soberano, grandioso, eloquente, garboso, titanic" Zé Celso Martinez Corrêa, com texto de Antonin Artaud, a peça PRA DAR UM FIM NO JUÍZO DE DEUS.
Tudo bem que sou um matuto vindo das brenhas de Surubim, pô, mas eu estudei nos melhores colégios da capital e aprendi o que distingue o homem do animal é basicamente que adquirimos e repassamos cultura.
Com um texto planfetário de quem já estava em estágio final de loucura(Artaud) e uma encenação bizarra pra quem já está em final de carreira(Zé Celso), a peça nos atirava nas retinas: um rapaz se masturbando; uma jovem com uma seringa tirando o sangue da veia; outro raspando a cabeça e por fim, um persoangem asqueroso, nu e com o cú virado pra platéia, defecando um líquido branco num copinho de exame de fezes. Lindo, magistral !
Tive saudades de uma rapaziada nos anos 80 que levava estampado nas camisetas o profético e atual slogan "VÁ AO TEATRO MAS NÃO ME CHAME".
Mas, rapaz de boa família que sou, apenas me retirei do teatro sem gritar nenhum impropério, até porque neste momento minha mulher agarava meu pescoço tentando me esganar, por ter lhe prometido uma tarde agradável e profundamente cultural.
Ficaram os hematomas e a certeza de que jamais assistirei outra alucinação deste que é mais um dos enrolões da nossa cultura nacional.
Tudo bem que sou um matuto vindo das brenhas de Surubim, pô, mas eu estudei nos melhores colégios da capital e aprendi o que distingue o homem do animal é basicamente que adquirimos e repassamos cultura.
Com um texto planfetário de quem já estava em estágio final de loucura(Artaud) e uma encenação bizarra pra quem já está em final de carreira(Zé Celso), a peça nos atirava nas retinas: um rapaz se masturbando; uma jovem com uma seringa tirando o sangue da veia; outro raspando a cabeça e por fim, um persoangem asqueroso, nu e com o cú virado pra platéia, defecando um líquido branco num copinho de exame de fezes. Lindo, magistral !
Tive saudades de uma rapaziada nos anos 80 que levava estampado nas camisetas o profético e atual slogan "VÁ AO TEATRO MAS NÃO ME CHAME".
Mas, rapaz de boa família que sou, apenas me retirei do teatro sem gritar nenhum impropério, até porque neste momento minha mulher agarava meu pescoço tentando me esganar, por ter lhe prometido uma tarde agradável e profundamente cultural.
Ficaram os hematomas e a certeza de que jamais assistirei outra alucinação deste que é mais um dos enrolões da nossa cultura nacional.
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